São Francisco Xavier
A abertura da Rota do Cabo, no final do século XV, foi o culminar de um dos desígnios assumidos pelos Descobrimentos portugueses e assinalou uma transformação profunda na Europa, moldando de forma duradoura a economia, a sociedade, a culinária e a política do continente. O acesso direto e mais abundante a produtos exóticos e até inéditos reduziu a dependência das rotas terrestres controladas por intermediários no Médio Oriente e tornou o comércio mais eficiente, dinâmico e competitivo.
O trato com o Oriente realizava-se em embarcações de grande porte, como a nau São Francisco Xavier, uma das mais emblemáticas da Carreira da Índia, projetada para enfrentar as exigentes travessias oceânicas entre Lisboa e Goa. Em 1625, após regressar com cerca de 245 toneladas de pimenta, porcelana chinesa e outros produtos orientais, naufragou na barra do Tejo.
A fatídica viagem da nau São Francisco Xavier está evocada na exposição temporária “Império”, do artista Rodrigo Vilhena, patente até 30 de abril na Sala das Artes do Museu Marítimo de Ílhavo.
Legenda da Imagem - São Francisco Xavier, 2022-2025 (Técnica Mista s/tela com acumulação de quatro pinturas, 120 x 160cm)
