A bordo dos navios da pesca do bacalhau à linha cabia ao cozinheiro e ajudante, entre outras tarefas, preparar a massa do pão que cozia diariamente no fogão – inicialmente a carvão e, mais tarde, a gasóleo. A massa – constituída por farinha, fermento e água salgada - era amassada manualmente, dentro de grandes alguidares, e repousava para levedar durante uma hora. De seguida, era tendida e seguia em grandes tabuleiros para o forno.
O “pão de barra” (ou de forma) cozido diariamente era parte integrante da refeição do jantar; no pesqueiro utilizavam sobretudo o papo seco.
“[…] O pão de boa farinha de trigo americana, amassado em água salgada está sempre em tabuleiros de madeira sobre a mesa.[...]”
Excerto retirado de LOPES, Ana Maria e MARQUES, Francisco,Faina Maior – A pesca do bacalhau nos mares da Terra Nova, Ílhavo, 3ªedição, Amigos do Museu Marítimo de Ílhavo, 2015, pág. 37.
O pão foi confecionado em padaria aquando da reabertura do Museu Marítimo de Ílhavo, em outubro de 2001.
