Ânforas Romanas
A presença romana no território ilhavense é-nos sugerida pela descoberta de três ânforas, recolhidas por pescadores em contextos subaquáticos não identificados e posteriormente incorporadas nas coleções do Museu.
As ânforas eram recipientes para transporte a média e longa distância, geralmente por via marítima e fluvial, modalidades privilegiadas pelos romanos por serem menos onerosas e mais eficientes do que o transporte terrestre.
As três peças, de tipologia Haltern 70, Dressel 9 e Dressel 14, de fabrico ibérico e datáveis cronologicamente no Alto Império (sécs. I a.C.–I d.C.), destinavam-se ao transporte de vinho e produtos piscícolas.
A presença destes objetos evidencia a integração do território na Rota Atlântica Romana, que ligava o Império às regiões ocidentais, como a Britannia e a Gallia, num período em que o conhecimento técnico relativo à navegação, à construção naval, à utilização de portos naturais e ao aproveitamento dos cursos fluviais foi determinante para o sucesso da expansão e adaptação romana ao Atlântico.
Legenda da imagem – Ânforas romanas do Museu Marítimo de Ílhavo. Da esquerda para a direita temos: Haltern 70; Dressel 9 e Dressel 14.
