Junco Chinês
A história da China está ligada ao mar, através de antigas redes de navegação e comércio que aproximavam o país do Sudeste Asiático, à Índia e a outras regiões do Índico, permitindo a circulação de mercadorias, pessoas e conhecimentos. A partir do século XVI, a presença europeia na Ásia veio intensificar estas ligações. Portugueses, espanhóis, holandeses e ingleses passaram a participar nas redes comerciais do Oriente, estabelecendo relações com os portos chineses. Neste contexto, Cantão destacou-se como um importante centro de comércio e de contacto com o exterior. O crescimento da atividade marítima tornou necessária a vigilância das águas costeiras, a fiscalização do comércio e a defesa dos portos, para as quais eram utilizadas várias embarcações, com destaque para os juncos (jibu xunchuan), bastantes versáteis e que podiam ser também empregues na pesca e no comércio. Um modelo de um destes barcos, do século XIX, proveniente de Cantão, em prata fundida, incisa, repuxada, puncionada e filigranada, com base de madeira de sissó, integra as coleções do Museu e pode ser observado até ao final do ano na exposição A Arte que veio pelo mar, no Centro de Religiosidade Marítima.
Legenda – Junco Chinês, século XIX
Autor desconhecido. Coleção do Museu Marítimo de Ílhavo.
