Sino, em bronze, possui preso no badalo um cabo trabalhado em arte de marinharia. Era fixo pela cabeça à estrutura da gaiúta e possui no corpo, gravado a punção, as inscrições L/M AVIZ 1939. O sino de quartos, com funções diferentes do sino do rancho, era usado para marcar os quartos de serviço, bem como a rotatividade dos homens que trabalhavam ao leme da embarcação. O som era dobrado nas horas e singelo nas meias horas.
“[...]Tão-tão, tão-tão, tão-tão, tão-tão, foram as quatro dobradas que o homem do leme fez repenicar na sineta, ordem para render o quarto. Quem estivesse de atenção teria ouvido o ti Francisco cantar no rancho:
- Seja loivado Nosso Senhor, Jasus Cristo e sua mãe, Virgem Maria. Que vá um home p´ró leme e vão dois p´ra vigia! Era um costume antigo que se ia mantendo, e que de qualquer modo dignificava o trabalho que esses homens iam encontrar.[...]”
Excerto retirado de MARQUES DA SILVA, António, A memória dos bacalhoeiros – uma contribuição para a sua história, Lisboa, 2º edição, Editorial Presença, 2001, pág.50
A peça foi doada ao Museu por António Morais Pascoal, em abril de 1956.
Conheça o sino de quartos nas Visitas à Bolina, nos dias 27 e 28 de abril.