Museu Marítimo de Ílhavo
HOMENS E NAVIOS DO BACALHAU

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Da Coleção ao Museu - Santos em Porcelana da Vista Alegre, de Carlos Manuel Teles Paião

08 de Agosto de 2021 a 30 de Novembro de 2021
Exposi ao santos va 1 772 2500

Fruto de paixão e labor de toda uma vida, a coleção de imagens religiosas de Carlos Manuel Teles Paião, doada ao Município de Ílhavo em julho de 2021, apresenta-se como uma das mais importantes coleções conhecidas desta temática em porcelana da Fábrica da Vista Alegre. A coleção está exposta no recém inaugurado Centro de Religiosidade Marítima, pólo museológico do Museu Marítimo de Ílhavo.


8 agosto a 30 novembro 2021

Centro de Religiosidade Marítima

visita gratuita

 

O colecionador 
Carlos Manuel Teles Paião nasceu em Ílhavo a 10 de novembro de 1932, filho de Francisco da Silva Paião (Almeida), capitão da antiga frota bacalhoeira portuguesa e pai do cantor Carlos Paião. Reunida ao longo de 55 anos, a coleção iniciou-se em 1965 altura em que deixa a pesca do bacalhau, nos lugres Creoula e Argus, e entra para os pilotos da Barra de Lisboa. A primeira peça que adquiriu foi um Santo António, memória do tempo de menino em que acompanhava a sua mãe, Berta Teles Paião, a enfeitar e zelar pelo altar de Santo António da Igreja de Ílhavo. Depois seguiram-se os Meninos Jesus “mariolas”, como lhes chama “por estarem abusacados numa almofada sem nada fazer”, as Virgens da Conceição e restantes santos, comprados no tempo livre em antiquários da capital, leiloeiras e colecionadores, correndo Portugal de lés-a-lés em busca das peças mais raras.


A Vista Alegre
Decorridos quase 200 anos da sua fundação, em 1824, por José Ferreira Pinto Basto, a pioneira fábrica de porcelana localizada em Ílhavo, assumiu-se no panorama da cerâmica nacional como uma das marcas, genuinamente, portuguesas de maior notoriedade mundial. O território de Ílhavo seria profundamente marcado pelos objetos aí produzidos, existindo nas casas e oratórios particulares imagens de santos de porcelana, habilmente modelados e pintados pelos artistas locais, onde as preces das mulheres se dirigiam quando as notícias dos homens a bordo dos bacalhoeiros tardavam em chegar.

Informação adicional: