Museu Marítimo de Ílhavo
HOMENS E NAVIOS DO BACALHAU

Arquivo digital que documenta as campanhas bacalhoeiras desde o início do século XX

Fundo Especial Octávio Lixa Filgueiras

mmi-1.jpgO Fundo Especial Octávio Lixa Filgueiras foi criado através da incorporação, definida por Protocolo assinado a 19 de Maio de 2007, do espólio documental do Prof. Arquitecto Octávio Lixa Filgueiras.
 
A assinatura do referido Protocolo constituiu um acto de extrema importância para que o Museu Marítimo de Ílhavo fortalecesse as principais vertentes do seu programa museológico e reforçasse as relações com a comunidade científica e com museus marítimos nacionais e europeus.
 
Enquanto instituição dedicada ao estudo, salvaguarda e conservação de patrimónios marítimos, o MMI tem desenvolvido investigações cientificamente orientadas relacionadas com os múltiplos domínios que essa temática abrange, ampliando a sua missão enquanto espaço de memórias que ultrapassa o âmbito local e consolida o seu papel de Casa da Cultura do Mar. O Fundo Especial Octávio Lixa Filgueiras representa um singular meio de partilha dessa função social do Museu, através do aprofundamento das múltiplas abordagens que nele se revelam.
 
Composto por cerca de 6 mil títulos bibliográficos, centenas de manuscritos e dezenas de planos e fotografias de embarcações tradicionais, o Fundo Especial Octávio Lixa Filgueiras encontra-se depositado na Biblioteca do Museu Marítimo de Ílhavo, ao dispor de todos os interessados que pretendam desenvolver projectos de investigação nas seguintes áreas científico-culturais:
 
  • História Marítima;
  • Arquitectura naval portuguesa tradicional;
  • Arqueologia Subaquática;
  • Patrimónios Marítimos e Museologia;
  • Etnografia náutica portuguesa;
  • Antropologia marítima e culturas marítimas.
 
Divulgar a obra ímpar do Prof. Arquitecto Octávio Lixa Filgueiras e contribuir para o desenvolvimento do seu legado científico constituem os desafios que o Museu Marítimo de Ílhavo tem vindo a realizar, contribuindo para promover o conhecimento do património náutico português.
 
Nota biográfica
Octávio Lixa Filgueiras nasceu no Porto, na freguesia da Foz do Douro, a 16 de Agosto de 1922. Em 1940 termina o Curso Geral dos Liceus no Liceu de Alexandre Herculano, no Porto. De seguida, frequentou o 1º ano dos estudos preparatórios de Engenharia, na Faculdade de Ciências do Porto, tendo decidido mudar de licenciatura, ingressando no curso de Arquitectura em 1942. Diplomou-se em Arquitectura, na Escola Superior de Belas-Artes do Porto (ESBAP), em 1954, com a classificação de 20 valores, tendo apresentado a tese “Urbanismo – um tema rural”, que constituiu o primeiro trabalho teórico-prático aceite por aquela Escola, onde poucos anos depois viria a leccionar.
 
Entre 1955 e 1957 chefiou a equipa da Zona II (Trás-os-Montes/Alto Douro) do importante “Inquérito à Arquitectura Popular em Portugal”. Foi professor da Escola Superior de Belas-Artes do Porto a partir de 1962; vogal da 4ª Sub-Secção da 2ª Secção da Junta Nacional da Educação (Património Arquitectónico/Urbanístico) entre 1967 e 1977; membro da Comissão de Intercâmbio do Instituto de Alta Cultura (1970-73); Inspector Superior das Belas-Artes e da Comissão Nacional do Ano Europeu do Património Arquitectónico (1973-76) e coordenador, por parte da Junta Nacional de Educação, do Processo «Cidade Romana de Braga» (1976) e do Inquérito «Imóveis do Património a Recuperar».
 
Entre 1978 e 1981 integra o Gabinete do Secretário de Estado da Cultura, à frente do qual se encontrava o escritor David Mourão-Ferreira, ficando incumbido de apoiar a formação da futura Delegação Regional do Norte. Em 1981 é destacado da Secretaria de Estado da Cultura para o Centro de História da Universidade do Porto onde permanece até 1985, data em que é criada a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto para onde é transferido como Professor Catedrático, a seu requerimento. Nesta instituição começa por dirigir um seminário de finalistas dedicado à Protecção do Património Arquitectónico. Entre 1985-1993 exerce funções de membro do Conselho Consultivo do Instituto Português do Património Cultural.
 
Nos domínios da Etnologia e Arqueologia naval desenvolveu, entre outras, as seguintes actividades: bolseiro do Instituto de Alta Cultura pelo Centro de Estudos de Etnologia Peninsular; autor de um exaustivo e extraordinário inquérito às embarcações tradicionais portuguesas, uma das principais obras da sua vida, trabalho nunca inteiramente publicado; consultor do Museu da Marinha e membro fundador do Grupo de Estudos de História Marítima do mesmo Museu (1964). Em 1970, transitou para o Centro de Estudos da Marinha e, em 1978, para a Academia de Marinha. Fez parte do Grupo de Trabalho para a Defesa do Património Arqueológico Subaquático (1976-84) e da Comissão de Estudos de Aproveitamento do Leito do Mar, adstrita ao Gabinete do Chefe do Estado-Maior da Armada.
 
Na condição de investigador e de membro fundador, participou em todos os International Symposia on Boat & Ship Archaeology, tendo organizado o 4º Simpósio, em 1985, dedicado ao tema “Local Boats”, o qual incluiu conferências nas cidades do Porto, Aveiro e Lisboa.
 
O Prof. Arquitecto Octávio Lixa Filgueiras foi mentor da Arqueologia subaquática em Portugal ao longo de mais de três décadas, destacando-se o seu contributo nesta área enquanto delegado português na reunião do Conselho de Ministros da Comunidade Económica Europeia sobre a defesa do Património Cultural Subaquático (Paris, 1979) e no Grupo de Trabalho de redacção da respectiva Convenção Europeia (Estrasburgo, 1980-85). Nesta área de investigação, foi ainda membro do Hellenic Institute of Marine Archaeology e membro fundador da associação cultural, sem fins lucrativos, Arqueonáutica – Centro de Estudos, onde colaborou na redacção do Livro Branco – Arqueologia ou Caça ao Tesouro? Para um debate sobre a legislação do património arqueológico subaquático em Portugal, documento que, conjuntamente com o movimento cívico a ele associado, viria a contribuir para a revogação da legislação adoptada nos anos noventa do século XX, a qual favorecia a exploração comercial do património cultural subaquático em Portugal.
 
O Prof. Arquitecto Octávio Lixa Filgueiras foi uma das personalidades mais intensas da cultura portuguesa do século XX. A sua elevada preparação em diversas áreas científicas, a sua curiosidade intelectual e espírito metódico, fizeram dele um publicista prolífero e altamente empenhado na defesa do património cultural marítimo.
 
O espólio que deixou é, seguramente, o mais relevante arquivo pessoal existente em Portugal na área abrangente da cultura marítima, cuja importância tem vindo a ser descurada em Portugal, mas que, recentemente, vem despertando um renovado interesse.
 
Bibliografia (Arqueologia e Etnologia navais, Museologia)
  • “Rabões da Esquadra Negra”, sep. de O Pejão, nº 87 a 93, Porto, 1956.
  • “Considerações sobre a Estrutura do Rabelo”, sep. das Actas do XXIII Congresso Luso-Espanhol para o Progresso das Ciências, vol. III, Coimbra, 1957.
  • “Os Povos Germânicos e a Navegação do Douro”, sep. do Boletim Cultural da Câmara Municipal do Porto, vol. XX, Porto, 1957.
  • “A Arte de Construção no Estudo das Tradições Navais”, sep. de Studium Generale, vol. V, Porto, 1958.
  • “A Lancha Poveira e o Saveiro de Valbom”, sep. de Studium Generale, vol. V, Porto, 1958.
  • “Tipologia dos Barcos do Douro”, sep. do Boletim Cultural das Câmara Municipal do Porto, vol. XXII, Porto, 1959.
  • “Barcos do Douro”, in “Página Literária” de O Comércio do Porto, 1959.
  • “Protecção Mágica dos Barcos do Douro”, sep. das Actas do Colóquio de Estudos Etnográficos Dr. José de Leite Vasconcelos, vol. III, Porto, 1960.
  • “Rumo, Palavra-chave da Arte de Construção Naval”, sep. da Revista de Guimarães, vol. LXXI, Guimarães, 1961.
  • “Da Navegação do Douro”, sep. das Actas do I Colóquio Portuense de Arqueologia, in Studium Generale, vol. IX, Porto, 1962.
  • “Barcos”, capítulo VIII de A Arte Popular em Portugal, Editorial Verbo, Lisboa, 1963.
  • “Entre Normandos e Árabes nas Margens do Douro”, sep. de Studium Generale, vol. X, Porto, 1963.
  • “Barcos Portugueses”, in Focus – Enciclopédia Internacional, Ed. Livraria Sá da Costa, vol. I, Lisboa, 1964.
  • “Construções Navais Portuguesas”, sep. do V Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros, vol. I, Coimbra, 1965.
  • “Barcos da Costa Norte, sua Contribuição no Estudo de Áreas Culturais”, sep. das Actas do III Colóquio Portuense de Arqueologia, in Lucerna, vol. IV, Porto, 1965.
  • “Acerca das Siglas Poveiras”, sep. das Actas do III Colóquio Portuense de Arqueologia, in Lucerna, vol. V, Porto, 1966.
  • “O Barco Poveiro”, sep. do Boletim Cultural da Póvoa de Varzim, ed. da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, 1966.
  • “Da Caravela Portuguesa”, sep. dos Anais do Club Militar Naval, vol. XCIX (tomo 10 a 12), Lisboa, 1969.
  • “No Crepúsculo das Embarcações Regionais”, sep. das Actas do XXIX Congresso Luso-Espanhol para o Progresso das Ciências – Colóquio 2, Tomo III, Lisboa, 1970.
  • “Les Bateaux de Pêche de Póvoa de Varzim et le Sinagot», in Actas do Colóquio Comemorativo do Cinquentenário da Criação na Bretanha do Ensino de Português, ed. Université de Haute Bretagne, Tomo I, Rennes, 1973.
  • “Remanescentes de Formas de Navegar Pré-Romanas em uso no Noroeste Peninsular”, sep. das Actas do III Congresso Nacional de Arqueologia, vol. I, Porto, 1974.
  • “A Propósito da Protecção Mágica dos Barcos do Douro”, sep. de In Memoriam António Jorge Dias, ed. Instituto de Alta Cultura, vol. II, Lisboa, 1974.
  • “Comentários Técnicos da Tese do Moçarabismo Náutico”, ed. Centro de Estudos de Marinha, Lisboa, 1975.
  • “A Necessidade dos Museus nas Sociedades em Transformação Acelerada”, in Actas do Colóquio APOM-75, ed. APOM, Figueira da Foz, 1975.
  • “A lancha poveira de dois mastros”, sep. do Boletim Cultural da Póvoa de Varzim, vol. XV, nº 2, Póvoa de Varzim, 1976.
  • “Jangada de S. Torpes – um problema de Arqueologia Naval”, Memórias do Centro de Estudos de Marinha, Lisboa, 1977.
  • “Museus de Marinha e de Arqueologia”, Memórias do Centro de Estudos de Marinha, Lisboa, 1977.
  • Recensão Crítica de “O rio Douro Lendário…” de Guilherme Felgueiras, in Revista Portuguesa de Filologia, Coimbra, 1977.
  • “The Xavega-Boat, a case-study in the integration of archaeological and ethnological data”, Sources and Techniques in Boat Archaeology, Greenwich, 1977.
  • “A Propósito da Protecção Mágica dos Barcos”, Memórias do Centro de Estudos de Marinha, Lisboa, 1978.
  • “A Presumptive Germanic Heritage for a Portuguese Boat-Building Tradition”, in Medieval Ships and Harbours in Northern Europe, Greenwich, 1977.
  • “Aspects de l´organization des colmeias (rûches) de pêcheurs dans le nord-ouest du Portugal”, in Seaman and Soociety, Perthes, 1980.
  • “Cooperativas de Pesca: primeiros ensaios na Póvoa de Varzim”, Boletim Cultural da Póvoa de Varzim, Vol. XIX, nº 1, Póvoa de Varzim, 1980.
  • “A evidência das Navegações desde o Bronze – necessidade de uma cartografia específica”, in Actas do Seminário de Arqueologia do Noroeste Peninsular, Guimarães, 1980.
  • “The decline of Portuguese Regional Boats”, Maritime Monographs and Reports, nº 47, Greenwich, 1980.
  • “Os Barcos da Nazaré no Panorama da nossa Arqueologia Naval – Pré-aviso sobre acções cautelares a promover nas zonas portuárias dos Coutos de Alcobaça”, Centro de Estudos de Marinha, Lisboa, 1981.
  • “Barcos de Pesca de Portugal”, Centro de Estudos de Cartografia Antiga, vol. CXXXVIII, série “Separatas”, Coimbra, 1981.
  • “Navegação à vela – Barcos à vela dos rios portugueses”, in Anais do Club Militar Naval, Lisboa, 1982.
  • “Santos Graça, contribuição para o estudo das raízes ideológicas de uma obra”, Boletim Cultural da Póvoa de Varzim, vol. XXI, nº 2, Póvoa de Varzim, 1982.
  • “A Nave esculpida numa torre da Sé do Porto – Ensaio de identificação”, in Arqueologia, Porto, 1982.
  • “As Embarcações nos Ex-Votos”, in Ex-Votos, painéis votivos do Rio, do Mar, do Além-Mar, Museu de Marinha, Lisboa, 1983.
  • “Barcos”, in Catálogo da XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura – Núcleo do Convento da Madre de Deus, Lisboa, 1983.
  • “A interpretação do Barco do Lima em termos de Arqueologia Naval”, in Actas do I Colóquio Galaico-Minhoto, Braga, 1983.
  • “Fishing crafts in Portugal”, in The Fishing Culture of the World, ed. Prof. Doutor Béla Gunda, AKadémiai Kiado, Budapeste, 1983.
  • “Das influências nórdicas nas embarcações tradicionais do NW Peninsular”, in Actas do I Colóquio de Antropoloxia de Galícia, Coruña, 1984.
  • “Algumas cenas e cenários ribeirinhos de Vila Nova de Gaia em gravuras dos séculos XVII a XIX”, in Actas das Primeiras Jornadas de História Regional e Local/Gaia-II, Vila Nova de Gaia, 1984.
  • “As jangadas de botos”, in Lucerna – Homenagem a D. Domingos de Pinho Brandão, Porto, 1984.
  • “The Book of all Tagus Boats, including cargo and passenger, as well as fishing crafts”, in Post-Medieval Boat and Ship Archaeology; papers based on those presented to an Internacional Symposium on Boat and Ship Archaeology in Stockholm in 1982, ed. Swedish National Maritime Museum, Stockholm, 1985.
  • “Canoas de Tablas de tipo Mesopotâmico em zonas de influência Tartésica”, in Actas do VI Congresso Internacional de Arqueologia Submarina (Cartagena 1982), Madrid, 1985.
  • “Armações do barco poveiro – Modalidades”, in Actas do Colóquio Santos Graça de Etnografia Marítima, Póvoa de Varzim, 1985.
  • “Uma Presumível Herança Germânica na Construção Naval Tradicional Portuguesa”, Memórias da Academia de Marinha, Lisboa, 1985.
  • “Os Painéis Introdutórios da Exposição de Oslo – Critérios e Conceitos”, Memórias da Academia de Marinha, Lisboa, 1985.
  • "Introdução ao Caderno de Todos os Barcos do Tejo, por João de Souza, Lente d'Arquitectura Naval e Desenho da Companhia de Guardas Marinhas", Memórias da Academia de Marinha, Lisboa, 1985.
  • "Embarcações Regionais Portuguesas", pagelas das emissões filatélicas publicadas pelos C.T.T., Lisboa 1977 (Barcos de Mar), 1980 (Barcos dos Rios), 1985 (Barcos dos Açores).
  • "Embarcações Bordalesas e os Barcos do Douro", in Actas das Primeiras Jornadas de Estudo Norte de Portugal/Aquitânia (Porto, Março de 1984), Porto, 1986.
  • "O Barco Rabelo - Um retrato de família", catálogo da Exposição, textos e legendas. Centro Regional de Artes Tradicionais (ed. fotocopiada), Porto, 1987.
  • "Património Cultural Sub-Aquático - Proposta de Convenção Europeia", sep. das Actas do Colóquio de Etnografia Marítima, ed. Museo do Pobo Gallego, Santiago de Compostela, 1988.
  • "The Traditional Portuguese Boats in the context of the settlement process: a general survey", sep. das Actas do 4th International Symposium on Boat and Ship Archaeology - Local Boats, B.A.R. International Series, Oxford, 1988.
  • "Exposição de Homenagem a H.M. Seixas", Museu de Marinha, Lisboa, 1988.
  • "Influências da e na Arquitectura Naval Tradicional Portuguesa", in Actas da Conferência Internacional Os Portugueses no Mundo, vol. IV, ed. Fundação Eng. António de Almeida, Porto.
  • "Palavras proferidas pelo Prof. Arq. ...", in 1.º Painel das Caravelas - 12 de Dezembro de 1984, Academia de Marinha, Lisboa, 1989.
  • "Algumas reflexões para a definição de uma política de defesa do novo património arqueológico sub-aquático", Academia de Marinha, Lisboa, 1989.
  • "Na descoberta de Portugal", Academia de Marinha, Lisboa, 1989.
  • "Gelmirez e a reconversão da construção naval tradicional do NW (séculos XI-XII): os seus prováveis reflexos na época dos Descobrimentos", in Actas do Congresso Internacional Bartolomeu Dias e a sua época, vol. II, Porto, 1989.
  • "O Barco Poveiro - Tentativa de decifração filo-genética", Boletim Cultural da Póvoa de Varzim, vol. XXVI, n.o 2, Póvoa de Varzim, 1989.
  • "The Barco do Mar and the Thera boats breed", in Ship Construction in Antiquity/II Symposium, Athens, 1991.
  • "Gelmirez and the reconvertion of the NW Peninsular Ship-building Tradition (XI-XII centuries)", in Proceedings of the 5th International Symposium on Boat and Ship Archeology, ed. Oxbow Books, Oxford, 1991.
  • "Le Portugal - les Embarcations Traditionnelles", in Le Patrimoine Maritime et Fluvial/Colloque International ESTUAIRE 92, (ed. pol. prov. das Actas), Nantes, 23-25 avril 1992.
  • "Barcos para Santiago - Reflexões", in Congresso Internacional dos Caminhos Portugueses de Santiago de Compostela - Actas, Ed. Tavola Redonda, Porto, 1992.
  • "Memória da Amizade", in In Memoriam Luís Albuquerque, Museu Municipal de Santos Rocha, Figueira da Foz, s.d.
  • "III Portugal", in Common European Maritime Heritage Congress Proceedings, ed. The Netherlands Scheepvaart Museum, Amsterdam,1993.
  • "Alguns vestígios de antigas práticas rituais de protecção mágica dos barcos portugueses", in Mediterrâneo, Actas do 1º Congresso Mediterrânico de Etnologia Histórica, 3º vol., Lisboa, 1993.
  • "Traineiras da Costa Portuguesa", I-II Pagelas das emissões filatélicas dos C.T.T., Lisboa, 1993/94.
  • "A influência dos mestres construtores de Génova e Pisa na reconversão da construção naval no sec. XII na Galiza - Base técnica dos navios dos Descobrimentos", in Actas do I Simpósio de História Marítima, Academia de Marinha, Lisboa, 1994.
  • "Arqueologia Naval: Defesa de um Património Específico", in Sessão Comemorativa do 1º Centenário da Arqueologia Naval em Portugal, Academia de Marinha, Lisboa, 1992.
  • "Barcos do Douro - Comentários Técnicos da sua Iconografia (séculos XVIII-XX)", sep. da Revista Gaya do Gabinete de História e Arqueologia de Vila Nova de Gaia, n.o 6, 1988-1994.
  • "Traineiras da Costa Portuguesa / Seiners of the Portuguese Coast". Edição bilingue, Clube do Coleccionador, CTT, 1994.
  • "O Barco Poveiro", edição revista. Câmara Municipal da Póvoa de Varzim. Contemporânea Editora, 1996.
  • (c/ Alfredo Barroca), “O Caíque do Algarve e a Caravela Portuguesa”, Centro de Estudos de Cartografia Antiga, vol. XLVI, série “Separatas”, Coimbra, 1970.
  • (c/ vários), "À Descoberta de Portugal", Ed. Selecções do Reader's Digest, Lisboa, 1982.
  • (c/ Matilde Pessoa de Figueiredo Sousa Franco), "Proposta de reconversão do Museu Nacional de Machado de Castro", Coimbra, 1984.
  • "Local Boats - Fourth International Symposium on Boat and Ship Archaelogy, Porto 1985", edited by O.L. Filgueiras, B.A.R. International Series, Oxford, 1988.
 
Normas de acesso - Fundo especial Octávio Lixa Filgueiras
1º Âmbito e conteúdo
 
1. O Fundo Especial Prof. Arquitecto Octávio Lixa Filgueiras foi instituído no âmbito das colecções bibliográficas do Museu Marítimo de Ílhavo (M.M.I.) com base na documentação que constituía o arquivo pessoal do Prof. Arquitecto Octávio Lixa Filgueiras entregue pelos seus familiares, em regime de depósito, ao M.M.I., nos termos e condições constantes de protocolo assinado a 19 de Maio de 2007.
 
2. Os fundos bibliográficos e documentais do Fundo Especial Prof. Arquitecto Octávio Lixa Filgueiras compreendem:
a) Monografias, séries, publicações periódicas e obras de referência, em língua portuguesa e em línguas estrangeiras, sobre Etnografia Naval, Museologia, Arqueologia Subaquática, História e outras Ciências Sociais e Humanas;
b) Colecções de mapas e cartografia;
c) Planos de embarcações e fotografias;
d) Correspondência.
 
3. É da responsabilidade do M.M.I. promover a inventariação, investigação, divulgação e salvaguarda da documentação incluída no Fundo Especial Prof. Arquitecto Octávio Lixa Filgueiras de acordo com os termos firmados no protocolo de depósito celebrado entre a Câmara Municipal de Ílhavo e os familiares do Prof. Arquitecto Octávio Lixa Filgueiras.
 
 
2º Normas de acesso e reprodução
 
1. O acesso de investigadores nacionais e estrangeiros, ou outros que demonstrem justificado interesse na consulta do Fundo Especial Prof. Arquitecto Octávio Lixa Filgueiras, só poderá ser feito mediante autorização escrita do Director do Museu Marítimo de Ílhavo.
 
2. O pedido de consulta é dirigido ao Director do Museu Marítimo de Ílhavo, que no prazo de uma semana delibera sobre o seu deferimento ou indeferimento.
 
3. Depois de aprovada, a consulta irá reger-se pelas seguintes normas:
a) A consulta de documentação incluída no Fundo Especial Prof. Arquitecto Octávio Lixa Filgueiras será feita apenas na Biblioteca do Museu Marítimo de Ílhavo, estando interdita a sua requisição domiciliária;
b) Os utilizadores poderão consultar, simultaneamente, até um máximo de três obras;
c) Cada obra a ser consultada deverá ser indicada numa requisição a preencher, em duplicado, pelo utilizador, sendo o original arquivado num ficheiro próprio e a cópia no lugar onde o título ou documento se encontrava. No momento de devolução da obra, a cópia da requisição é entregue aos utilizadores. A colocação das obras consultadas nos seus respectivos lugares é da exclusiva competência da técnica bibliotecária do Museu Marítimo de Ílhavo;
d) Os utilizadores são responsáveis pelo correcto manuseamento das espécies, não devendo pôr em risco a sua conservação. Em caso de dano deverão proceder à sua substituição. Na impossibilidade de substituição da obra danificada haverá lugar ao pagamento de uma indemnização a fixar pelo Museu.
 
A reprodução de documentos pertencentes ao Fundo Especial Prof. Arquitecto Octávio Lixa Filgueiras só será facultada mediante aprovação prévia do Director do Museu Marítimo de Ílhavo, devendo ser-lhe dirigido um pedido por escrito;
 
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6. Sempre que a conservação das espécies bibliográficas ou documentais desaconselhe a sua reprodução fotoestática, designadamente das obras mais frágeis, volumes encadernados ou de especial valor, não são autorizadas fotocópias ou qualquer outro tipo de reprodução. Os títulos classificados como “Reservados” estão totalmente interditos a reprodução.
 
7. Desde que aprovada, a reprodução de documentos do Fundo Especial Prof. Arquitecto Octávio Lixa Filgueiras está sujeita às taxas constantes de tabelas definidas no regulamento do Museu Marítimo de Ílhavo.
 
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