Museu Marítimo de Ílhavo
O Museu Marítimo de Ílhavo

Sala de Arte

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Da nossa coleção

A ideia de Museu em permanente renovação implica a sublimação da Arte e o culto das coleções. Esta exposição celebra a Arte enquanto expressão subida do espírito humano e a coleção enquanto discurso que a organiza no contexto do Museu. Tal como a Filosofia, a Arte é sempre da sua época, ainda que a antecipe ou a retarde. A linguagem dos artistas, o discurso plástico, cria e recria o real; traduz o tempo vivido, molda-o e representa-o.
A coleção de Arte do Museu Marítimo de Ílhavo, que em síntese aqui se exibe, é um todo composto de várias partes e admiráveis obras. Não há coleções unas e infinitamente coerentes. É o Museu que confere sentido aos objetos que coleciona; é a comunidade que atribui valor e enredo simbólico às obras que, historicamente, o Museu reuniu para exaltar a estética de uma pintura, para render homenagem aos artistas locais, para se afamar no espaço público.

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Acrescentar às exposições permanentes do Museu Marítimo de Ílhavo uma sala destinada à sua coleção de Arte significa regressar às origens do Museu, projeto onde coabitavam uma “coleção marítima” e uma “coleção artística”. Esta última, imaginada como relicário do património artístico local, surgiu na sequência da organização da Semana da Arte Ilhavense, em 1932, antevisão do Museu que havia de ser. Algumas obras aqui expostas, assinadas por notáveis artistas ilhavenses e da região, fizeram parte desse tempo das origens; outras foram adquiridas nas décadas de cinquenta e de sessenta e algumas recentemente. Na sua maioria, a nossa coleção de Arte foi constituída por generosa iniciativa da Associação dos Amigos do Museu, que participou ativamente nesta ideia de exposição.
A presença de maritimismos na pintura e escultura exposta foi o primeiro critério de seleção das obras. A exposição versa, assim, a coleção de pintura marítima do Museu, conjunto muito vasto e de qualidade variável, onde releva o registo naturalista e tardo-naturalista e onde persistem as representações telúricas do mar. Tendência comum a toda a pintura marítima portuguesa, que só a espaços traçou o mar romântico, nos seus confrontos trágicos com a natureza humana.